P&G realiza intercâmbio com Google
Você já ouviu falar em intercâmbio em empresas? Eu nunca tinha ouvido falar até ler um artigo do The Wall Street Journal. Com o objetivo de otimizar sua verba publicitária, utilizando a internet como grande veículo, a Procter & Gamble — maior anunciante do mundo — promoveu, em parceria com o Google, um intercâmbio de funcionários. Durante semanas, cerca de 20 funcionários das duas empresas trocaram seu local de trabalho para analisar programas de treinamento, participar de reuniões e até do desenvolvimento de planos de negócios de produtos.
O desafio é utilizar mais a internet para aproximar as marcas da P&G do consumidor. Atualmente, apenas 2% dos $8,7 bilhões da verba anual de publicidade é utilizado em ações online.
O intercâmbio gerou discussões interessantes como a estranheza de um funcionário do Google ao descobrir que uma campanha da Pampers não incluia nenhum blog ou site sobre maternidade havia sido contatado. “Onde estão as blogueiras?”, perguntou. Do lado da P&G, os funcionários ficaram surpresos quando, num encontro com a equipe da marca de sabão em pó Tide, um funcionário do Google não notou que a embalagem alaranjada é característico da marca.
Uma iniciativa genial como essa só gera benefícios para ambos os lados. A Procter & Gamble, uma das mais tradicionais companhias norte-americanas, se beneficia com a visão de negócios ultra-moderna e leve do Google, já o Google ganha não apenas vendendo seu peixe, mas ao inserir na mente de poderosos executivos, a vital importância do webmarketing para os negócios de hoje.
As melhores idéias do mundo #5
Político israelense homenageia site do Obama
Obama foi revolucionou as campanhas políticas ao utilizar todo o poder de fogo da internet, sobretudo, as tão faladas mídias sociais. Mas webdesign não era bem o seu ponto forte…O candidato a primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, plagiou — com muito óleo de peroba — o site do nosso querido e amado Obama. As cores, fontes, ícones para doação e voluntariado e até a utilização do Facebook, tudo ao moderno estilo Obama. Para explicar a embaraçosa situação, o comitê da campanha de Benjamin veio com a pérola “imitação é a maior forma de admiração”.
Ah, se essa moda pega aqui na agência…
Peraí que ainda não acabou, a explicação continua “nós estamos no mesmo ramo, então por que não olhar para o mais bem sucedido político do momento e aprender com ele. Embora nós não vamos usar a palavra`mudança`, nós acreditamos que Benjamin é o candidato deal para mudar Israel”. Ei, vocês prestaram atenção nas palavras que foram usadas? Vejamos o tira-teima em inglês:
“While we will not use the word ‘CHANGE’ in the same way in our campaign, WE BELIEVE Benjamin is the real candidate of CHANGE for Israel”
Além dos site, do uso das redes sociais, eles usam as palavras-chave da campanha de Obama. Dá-lhe óleo de peróba. Mas a semelhança entre os políticos , param por aí. Benjamin, que é conservador — ao contrário de Obama —, é considerado entre os três candidatos o menos disposto a dialogar com seus adversários políticos, e anunciou que vai cortar relações com a Palestina, caso seja eleito. O problema do copiador é que ele se limita ao exterior. Copia-se o design, as ferramentas, até as palavras, mas ninguém se preocupa em mudar o comportamento. A cópia pode ser bonita por fora, mas é sempre a mesma porcaria por dentro.
Via: The New York Times
Precisa-se de profissional com o seguinte perfil
- Assustadoramente positivo e auto-motivado. Que encontre satisfação ao atingir seus objetivos e esteja sempre buscando outros.
- Ter sede de conhecimento. É entusiasmado com novas idéias e lê uma boa variedade de blogs e livros. Também é curioso a respeito do que as pessoas pensam sobre suas idéias, por isso bloga ou publica para ver a reação das pessoas.
- É bom escritor e tem oratória
- Consegue visualizar projetos complexos e imaginar alternativas viáveis para eles.
- Fez parte de projetos audaciosos e teve atitude de líder, não de suporte.
- É realmente muito bom em algo, mas não necessariamente em seguir ordens.
- Tem carisma e consegue trabalhar em equipe mesmo com estranhos.
- Aprecia vender novas idéias aos outros.
- Gosta de contar histórias e é bom nisso. Também é bom em ouvir histórias e usá-las para mudar sua visão das coisas.
- Sente-se confortável com a ambiguidade e raramente pede permissão ou detalhes.
- Por último, entende que todas as suas ações têm efeitos colaterais e que não apenas deve se importar com elas, mas trabalhar pra que elas sejam boas.
Se você acha que tem essas qualidades, atualize seu currículo e envie para as empresas mais bem-sucedidas do momento, elas estão procurando você!
Compilado do artigo The Marketer’s Attitude de Seth Godin
Commoditizando marcas
Em um dos seus maravilhosos artigos (que eu recomendo a todos que leiam), Mark Ritson usou o termo “commoditizar” para marcas que fazem o trabalho oposto do branding. O branding busca criar valor para a marca, de modo que as pessoas se disponham a pagar muito mais por um produto, que muitas vezes é um commodity. Ou seja, commoditizar é, ao invés de criar valor, criar apenas condições para que as pessoas comprem tal marca. E isso inclui promoções, brindes e preços baixos. Competir por preço é sobreviver, não conquistar. Como disse Ritson, houve o tempo em que Nike era apenas tênis, a Microsoft apenas um software e a BMW apenas uma fábrica de carros da Bavária.
Uma das coisas que eu aprendi na minha finada especialização em Vendas foi que Preço é estratégia, e não cabe ao financeiro da empresa decidir. Preço é antes de tudo tarefa do marketing. As pessoas não compram Foston porque gostam do produto ou se identificam com a marca, compram porque é mais barato. No fundo, elas desejam ter um iPod.
Todas as marcas nascem commodities. É o marketing e a paciência que levam esses produtos “sem grande valor” a um patamar único e exclusivo. Essa é a ordem natural do mercado, mas essa ordem é invertida quando você trabalha focado em preço e promoção. Em vez de usar as ferramentas do marketing para gerar valor, usa-se apenas para vender, ou melhor, para sobreviver. Isso é commoditizar.
O mercado brasileiro carece de marcas de bens de consumo fortes se comparado com outros países, e um dos fatores que eu acredito é a commoditização. Todo mundo querendo ser a marca mais barata da gôndola, é como se o mantra da maioria das empresas fosse “vender mais a qualquer preço”. Quando deveria ser “vender melhor”.
As 30 mulheres mais influentes de 2008
1.Sheila Bair: Presidenta do FDIC — Federal Deposit Insurance Corp.
2.Indra Nooyi: Presidenta mundial da PepsiCo.
3.Barbara Desoer: Presidenta dos Serviços Hipotecários e de Seguros do Bank of America.
4.Hu Xiaolian: Vice-presidenta do Banco Popular da China.
5.Christine Lagarde: Ministra das Finanças da França.
6.Irene Rosenfeld: Presidenta mundial da Kraft Foods.
7.Ho Ching: Presidente executiva da Temasek Holdings
8.Ellen Kullman: Próxima presidenta da Dupont. (assumirá em janeiro/09.)
9.Anne Mulcahy: Presidenta da Xerox.
10.Laura Tyson: Professora de negócios e política da escola da Universidade da California.
11.Susan Arnold: Presidenta global da Procter&Gamble.
12.Clara Furse: Presidente executiva da Bolsa de Valores de Londres.
13.Susan Decker: Diretora-geral do Yahoo.
14.Linda Cook: Diretora-executiva da Shell.
15.Angela Braly: Presidenta da WellPoint.
16.Ursula Burns: Diretora-geral da Xerox.
17.Terri Dial: Diretora global de estratégia para o consumidor do Citigroup.
18.Julie Larson-Green: VP corporativa do Windows Experience — Microsoft.
19.Safra Catz: Diretora-geral da Oracle.
20.Cynthia Carroll: Presidente-executiva do Anglo American.
21.Sheryl Sandberg: Diretora-geral de operações do Facebook.
22.Nicole Seligman: VP executiva e advogada geral da Sony.
23Gulzhan Moldazhanova: Presidenta-executiva da Basic Element.
24.Anne Lauvergeon: Presidente-executiva da Areva.
25.Lynn Elsenhans: Presidenta da Sunoco.
26.Ruth Porat: Diretora-global do grupo Morgan Stanley.
27.Patricia Woertz: Presidente-executiva Archer-Daniels-Midland.
28Mary Parent: Presidenta da junta diretiva da MGM Studios.
29.Charlene Begley: VP da General Electric.
30.Melinda Gates: Co-fundadora da Fundação Bill & Melinda Gates.
fonte: The Wall Street Journal
Um tipo de propaganda que nunca veremos no Brasil
Eu sou aficionado por propaganda de carros, pois nenhum outro segmento é tão afetado pela mesmice e mediocridade, e eu não estou nem falando de anúncios de classificados, porque aí é de chorar…
Tenho um acervo com algumas dezenas só de anúncios de carros e os meus preferidos são os que não mostram carros! Acho isso genial! Já faz muito tempo desde que era I-N-D-I-S-P-E-N-S-Á-V-E-L a foto do produto em destaque no anúncio, porque com carro não pode ser diferente? Anúncios de carros que não mostram carros tem sido cada vez mais comum na publicidade européia, no entanto este anúncio da Peugeot foi criada pela Euro RSCG chilena.
Os anúncios deveriam acompanhar o título “de 0 a 100km/h em 7,2 segundos”. Não sei porque não está na imagem que eu peguei aqui.
A criatividade e solidão caminham juntas
Eu sou bastante convicto de que você precisa estar sozinho para criar algo realmente criativo. Opiniões e críticas foras de hora — pra não falar das sem fundamento — são um problema na publicidade e, principalmente, para a criatividade. Se todo mundo opinar no seu trabalho, ele não vai ficar melhor, acredite, vai ficar pior. O momento ideal para ouvir o que as pessoas têm a dizer é antes de começar a criar, caso contrário, sua idéia nascerá sem pé, sem cabeça, ou sem ambos. O resultado desses “pitacos” durante a formação da idéia é o que eu chamo de Frankenstein, ou “franks” para os íntimos.
Filmes têm apenas um roteirista e um diretor. Imagine o caos que seria um filme sendo escrito e dirigido por 4 ou 5 pessoas… As séries de TV possuem vários roteiristas, porém cada um escreve episódios inteiros, raramente em dupla. Uma boa receita culinária é criada a partir de experiências solitárias de um chef, escolhendo e combinando vários ingredientes.
Assim como os diretores de cinema, TV, roteiristas e chefes de cozinha, publicitários vivem de insights, intuição, desgastes e um terceiro ingrediente fundamental, a coragem. Ela é extremamente necessária para tornar os seus insights realidade. Só depois da idéia ter nascido saudável e bem formada, chega a hora de ouvir opiniões e é nessa hora que você deve rezar para alguém — com critérios — dizer “sim”, “não” ou “muda só aquela fonte ali”…
Branding em uma imagem

Esta é a capa da minha tão querida monografia, desenvolvida em dupla com a minha querida amiga Mariella e cujo o título era Branding — A Conquista da Mente para a Criação de Marcas Fortes. Quase dois anos se passaram desde que saí da faculdade e acho que, assim como para muito de vocês, minha monografia continua sendo meu xodozinho. Pelo menos até a hora do mestrado chegar…
Para quem quiser saber um pouco mais sobre o conteúdo por trás dessa capa, clique no link abaixo e leia a introdução.
Empresas sujas de sangue
Hoje, uma notícia foi pauta em todos os principais jornais do país: o assassinato de um jovem em uma loja das Casas Bahia. O assassino foi um segurança terceirizado. E no meio de tanta revolta como cidadão brasileiro, meu instinto profissional desponta com a pergunta: como fica a imagem da marca Casas Bahia?
Vivemos em um país onde a população “aprendeu” a conviver com os crimes muito próximos de nós. E, talvez por isso, a imagem da Casas Bahia seja muito pouco afetada com esse revoltante fato.
Já vimos casos semelhantes em bancos, em boates, mas nunca havia conhecido um caso de um cliente assassinado dentro da loja por um funcionário. Vamos ser francos, não importa para o cliente se é terceirizado ou o carteiro fazendo uma entrega, tudo que importa é: uma pessoa morreu numa loja sua. Qual atitude a Casas Bahia deve tomar diante desse ocorrido?… eu diria: voltar no tempo.
Onde esteve o comprometimento da empresa em preservar a sua marca na escolha de prestadores de serviço? Todo mundo sabe que terceirizados não são engajados, que eles podem comprometer a sua marca, mas…por outro lado, eles são mais em conta, né? Cadê a “eficiência” e “qualidade” que a empresa de segurança, com 20 anos de mercado, defende? Não há psicólogos envolvidos no processo de contratação dos seus funcionários? No meio de tantos questionamentos, encerro perguntando: qual o preço que uma empresa merece pagar para limpar suas mãos de sangue?
Desculpem o clima pesado deste artigo, no próximo eu volto alegre e feliz.






